Os estudantes de uma escola no Alabama foram impedidos de orar antes dos jogos de futebol, mas resistiram à restrição provocada por uma queixa de ateus

Estudantes de uma escola do Alabama, nos Estados Unidos, estão lutando pelo direito à liberdade de crença depois que foram impedidos de orar, após uma reclamação feita por uma organização ateísta.

Em uma carta, a Freedom From Religion Foundation pediu que os alunos da Opelika High School fossem proibidos de expressar sua fé cristã na arena da escola. O grupo citou as preocupações de um pai que, por causa da oração em público, quer tirar seus filhos do distrito escolar.PUBLICIDADE

Para atender o pedido, o distrito escolar ordenou que os administradores da Opelika aplicassem um “momento de silêncio” a fim de impedir que os estudantes orassem antes dos jogos.

“Nossos alunos podem orar, mas nossos treinadores não podem participar”, disse o superintendente do distrito escolar de Opelika, Mark Neighbours, ao jornal Alabama News Network.

Os estudantes, no entanto, resistiram à restrição. Em vez de permanecerem em silêncio, eles escolheram declarar a oração do Pai Nosso em voz alta.

“Vocês estão tirando [a oração] da maioria, então agora estamos tendo que fazer um caminho diferente”, disse a estudante Phoebe Darcey à emissora americana WSFA.

Falando em defesa dos estudantes, o pastor de jovens da Igreja Metodista Unida Trinity, Steve Bass, acrescentou que a oração original não era “abertamente cristã”, mas apenas uma chance de abençoar os jogadores em seu jogo.

“Sempre foi: ‘Deus, por favor, mantenha nossos jogadores a salvo de lesões, ajude os torcedores e os jogadores a terem um bom espírito esportivo, que todos tenham uma boa noite’”, disse ele. “Não era nada ofensiva”.

Oração restrita nas escolas

O momento de oração nos jogos de futebol das escolas se tornou uma questão controversa nos EUA nos últimos anos, sendo a maioria das restrições desencadeada pelas reclamações da Freedom From Religion Foundation.

Em 2017, outro distrito do Alabama, o condado de Lee, interrompeu sua prática de décadas e proibiu os alunos de orar o Pai Nosso antes dos jogos. 

Na semana passada, uma escola na Geórgia também foi impedida de fazer uma oração liderada por estudantes antes do jogo de futebol, depois que uma queixa foi apresentada pelo grupo ateísta.