Como as filhas de Lina, uma cristã ex-muçulmana da Síria, passaram a viver após conhecer a Cristo e seu amor

Fonte: portasabertas

Se tornar um cristão no Oriente Médio, com frequência, significa pagar um preço. Rasha, a filha mais velha de Lina, cristã ex-muçulmana da Síria, tem 15 anos. “Quando deixamos Ar-Raqqah eu sentia medo, insegurança e solidão. Não sabia o que aconteceria enquanto fugíamos e não sabíamos para onde ir. Quando nos mudamos, me senti um pouco mais calma, mais relaxada. Eu não preciso ter medo de ser sequestrada enquanto ando na rua, ser alvejada por um atirador ou atingida por uma bomba. Então aqui eu aprendi o que é se sentir segura”, conta.

Quando chegaram na cidade, Rasha e Rahfa, sua irmã, começaram a participar das atividades de jovens no Centro de Esperança e também começaram a ir à igreja. “Sentimos que alguém estava nos protegendo, que Deus cuidava de nós em todos os momentos. Há uma grande diferença entre viver como muçulmano e como cristão. Como muçulmano, você vive de acordo com certas leis. Como cristão você vive o amor realmente! Jesus está sempre comigo. Cristianismo é mais que uma crença: é amor e paz. É sobre alguém estar comigo”, explica.

Ela sabe que, como convertida, é olhada por cima: “Eu sou considerada uma muçulmana apóstata. Eles dizem que devo ser morta, é o que sei. Gostaria de dizer para outros adolescentes da minha idade que são de diferentes países ao redor do mundo: Nós podemos usar a religião na vida real. Refletir o amor por meio de ações no mundo. Dar a vida e refletir suas crenças em obras e ações. Em um momento, nossa vida pode acabar. Como adolescente, você pode se sentir sozinho e enfrentar coisas sozinho, mas Deus está conosco. Ele nos fortalecerá. Vivemos circunstâncias muito difíceis, momentos assustadores e sentimos solidão, mas temos a garantia de que Jesus está sempre conosco”.

Rahfa, de 12 anos, também gosta das atividades do Centro de Esperança: “Eles são divertidos e também me ensinam sobre o Senhor Jesus. Jesus morreu por nós em uma cruz, ele nos redimiu e sacrificou sua vida por nós”. Ela é muito envolvida no Centro de Esperança, com frequência levanta a mão para responder as perguntas dos professores. “Eu amo aprender mais sobre Jesus. É claro, eu gosto de jogar em meu celular, mas também gosto de escrever histórias e ir a encontros de oração”, disse.

Embora Lina e as filhas se sentissem seguras na igreja, essa mãe não achou que a Síria fosse realmente um lugar seguro para estar. Lina tinha medo que seu cunhado a procurasse e levasse suas filhas embora. Por isso, ela decidiu deixar a Síria e se mudar para outro país. Elas se instalaram no novo local recentemente. E Jesus tomou conta delas, como prometeu em sonho.

Ajude a tornar crianças de hoje em cristãos maduros 
Os filhos dos cristãos perseguidos são diretamente atingidos pela perseguição. Eles, muitas vezes, perdem o direito de estudar, sonhar e brincar como outras crianças. Os pais procuram fazer sempre o melhor para seus filhos, porém nem sempre conseguem. A Portas Abertas, igrejas e parceiros da região trabalham para que as crianças da Igreja Perseguida na Síria tenham a infância e educação resgatadas, por meio de atividades que buscam tornar as crianças em futuros cristãos maduros que saibam enfrentar a perseguição. Com a sua doação, esses pequenos experimentam uma nova perspectiva diante da dura realidade em que vivem.