Mesmo sem sinais visíveis da presença cristã, o nome de Jesus é adorado e seu reino cresce na Arábia Saudita.

Fonte:portasabertas

A Arábia Saudita é um dos poucos países do mundo sem nenhum templo de igreja, oficialmente o país é 100% islâmico. É o país que contém o maior número de lugares sagrados do islã e onde os cristãos não são bem-vindos. Igrejas, cruzes ou qualquer outro símbolo da presença cristã são proibidos por lei, até mesmo no solo soberano das embaixadas.

Nesse contexto, os cristãos ex-muçulmanos podem se reunir, mas isso tem que ser feito em segredo, em lugares indeterminados e escondidos do público. Isso só reaviva a narrativa de que os cristãos não pertencem e nunca pertenceram à Península Arábica. O que muitas pessoas não sabem (e sobre o que o país não diz) é que há provas reais de que já existiram pelo menos algumas igrejas no país, cujas ruínas ainda existem.

Colaboradores da Portas Abertas estiveram na Arábia Saudita e visitaram as ruínas de uma igreja do século 4, uma igreja assíria chamada Jubail, que tem até uma página no Wikipedia. A área ao redor da igreja é uma terra deserta, onde se vê carcaças de animais mortos, lixo e uma estrada mal pavimentada. A entrada é quase impossível, pois as autoridades colocaram uma cerca ao redor. Há muito tempo, os moradores locais destruíram todas as cruzes que eram parte da arquitetura do templo.

Pedras vivas

Apesar de encontrarem apenas “pedras mortas”, a prova remanescente de uma igreja, as pedras vivas, também estão presentes na Arábia Saudita. Os colaboradores da Portas Abertas foram acompanhados por um grupo de migrantes cristãos que moram no país e que após o trabalho, ministram com zelo e paixão.

Um deles explicou que a igreja Jubail só não foi destruída completamente pelas autoridades porque “quer eles gostem disso ou não, é claro que é uma construção sagrada. Para muitos muçulmanos, isso é algo que eles respeitam profundamente. Eles têm medo de que coisas ruins aconteçam se destruírem um prédio sagrado, então, apenas deixam como está”.

Em novembro de 2017, o príncipe coroado da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, anunciou planos de restaurar e reabrir uma igreja de 900 anos, em Jeddah, como um “presente” para o patriarca libanês que tinha acabado de visitar seu país. Desde então, não houve anúncios oficiais para confirmar a promessa, mas as autoridades do país começaram a reformar o prédio da suposta igreja. Na visita, os colaboradores da Portas Abertas viram que o prédio estava sendo pintado de branco e verde, mas não havia nenhum símbolo religioso que indicasse que poderia ser, ou um dia foi, uma igreja.

Na Arábia Saudita, a maioria das igrejas foi conquistada por muçulmanos e rapidamente transformada em mesquitas. O fato é que, apesar de não haver lugares oficiais de adoração a Jesus e provas da existência da igreja ou não, ele está sendo adorado e seu reino está crescendo no país e na região.

Nossos colaboradores visitaram um culto secreto com cristãos estrangeiros que moram e trabalham na Arábia Saudita. Deus está trabalhando naquela terra, independente de templos que os homens possam construir ou destruir. Suas orações podem fazer a diferença para que o reino de Deus se expanda e sua vontade seja feita na Arábia Saudita, onde os cristãos não têm liberdade para expressar sua fé.

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