O missionário Luís Cláudio Menicucci, criador da ONG cristã “Ele Clama” tem uma história de fé para contar. Há pouco mais de um ano, ele vendeu sua própria casa para comprar um hotel desativado em Esmeraldas (MG). Ele pretendia abrigar dependentes químicos e imigrantes com dificuldades em encontrar um lugar para morar.

O imóvel de 4.300 metros quadrados, onde funcionava um hotel fazenda, hoje abriga pessoas em busca de uma vida melhor. Atualmente, 23 dependentes químicos estão em tratamento. Willian é um dos homens que está se recuperando. Ele conta que chegou a fazer assalto em banco e diz que para além das drogas, ele está tratando seu caráter. “Na verdade, eu não vim, tratar das drogas, mas eu vim tratar do meu caráter, do meu orgulho, da soberba”, disse.

Outro exemplo é o de Cristiano. “O crack começou a trazer dificuldade para minha família, porque eu tirava as coisas de dentro de casa. Então, eu trabalhava, mas não tinha condições de me manter trabalhando. Às vezes eu gastava meu salário em um dia. Eu trabalhava o mês todo e em cinco ou seis horas eu gastava com crack. E chegou um ponto que eu comecei a tirar as coisas da minha mãe e a vender a própria roupa do corpo”, contou.

Atualmente, o projeto acolhe 88 pessoas oferecendo, além de moradia e alimentação, cursos profissionalizantes e encaminhamento para serviços de saúde. Os imigrantes também recebem auxílios para obter a devida documentação brasileira e aulas de português.

Dificuldades

Por ser uma organização não governamental cristã, a comunidade tem um trabalho apoiado na espiritualidade e precisa de ajuda para continuar apoiando essas pessoas. A despesa mensal é de aproximadamente 9 mil reais.

“A gente sempre faz campanhas, ações, eventos. Hoje, uma das coisas que essa plataforma do antigo hotel proporciona para nós, a gente conseguiu deixar 32 quartos para poder fazer acampamentos de igrejas aqui. E alguns pastores já tem colocado o coração com a gente aqui, e fazendo acampamento. Isso tem ajudado com a manutenção do projeto”, disse Luís Cláudio.

Ele contou em entrevista para o programa “De Tudo um Pouco” como recebeu a direção de Deus para o projeto. “Eu realmente tive três sinais muito fortes desse passo, dessa mudança em minha vida. Eu até brinco, das pessoas que me conheciam, metade acham que eu fiquei louco e a outra metade tem certeza. Mas, foi um passo”, conta.

“Evidente que eu tive que me apoiar muito na fé e acreditar que seria possível e as coisas, já há um ano e meio que estamos no hotel, tem funcionado. Eu gosto de falar que fazer uma obra social e ajudar as pessoas, a gente é muito mais ajudado”, ressalta.

“A gente teve em novembro e dezembro do ano passado, 108 pessoas acolhidas no projeto. A casa do imigrante é uma plataforma mais dinâmica. A gente acolhe aqueles imigrantes que estão em busca de se inserir no mercado de trabalho e dependendo da situação ele é acolhido, tem moradia, alimentação com quatro refeições por dia”, explica o missionário. Desde outubro do ano passado, já passaram 88 imigrantes pela casa.

Confira a entrevista na íntegra:

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA REDE SUPER

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